quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Considerações sobre o uso de garrafa pet na construção de saxofones de material reciclado

Olá polvo, blz?
Revirando as coisas na casa de meu pai, achei alguns registros quanto à protótipos passados de saxofone soprano e minha busca por fazer um tubo cônico com materiais acessíveis/reciclados, e eis que achei um registro que não coloquei no blog, de 2012, no caso, do saxofone soprano feito com folhas de garrafa pet.

Bom, antes de tudo, digo que na época o que me inspirou a fazer tal foi a imagem de um feito por Robson Taranto Junior (clique no nome que vocês irão no link dele), bem como minha decepção já crescente com o pvc na época. Aqui vai as imagens da catastofre:





Como podem notar, ainda usava boquilha de pvc, e a ponta-sino tem uma distorção, pois há um limite da largura que a pet atinge.


 Visão do interior: cada camada cria pequenos degraus, como os cilindros dos sax de pvc, o que pode gerar problemas na afinação e obstáculos ao som quando faz o furo.


 Furos feitos com ferro de soldar. O problema é que o ferro de soldar distorce/entorta as camadas de pet por dentro.


Como eu fiz: cortei algumas folhas de pet (descartei o gargalo e o fundo), e afunilei, de forma a ir alongado o funil a cada folha, tipo, fiz o cone com a primeira, continuava o cone na ponta da segunda, e assim por diante, até atingir o limite do possível. Tudo foi unido com durex transparente. Os furos foram feitos com ferro de soldar, e, a cada furo, um teste  no afinador, para ver se a nota estava correta. Tive de passar muita durex para deixar o cone estável o suficiente para poder tocar.

Problemas de densidade: Este sax era para atingir a nota dó (seria um melody soprano), porém, ele atingiu no máximo o ré, sendo que no dó ele oitavava. Creio que isso se deu por causa da densidade do material, pois a pet é bem mole, e por mais que eu passasse durex, havia um limite, pois o excesso de durex deforma o tubo (ele começa a ficar oval).

Problemas nos furos: Ao furar, as camadas de pet entortaram para dentro, criando outras distorções no material, que tiveram de ser resolvidas na base de muito ferro quente, porém, fragilizando a resistência e densidade.

Projeção do som: creio que esse seja um ponto interessante, a projeção foi maior que no sax de pvc, porém, ainda continua menor que no metal ou madeira.

A questão econômica e ambiental: é um ponto positivo, afinal, pet é algo que se acha no lixo de qualquer cidade, nada custa, e, quanto a durex, custa R$4,00 nas lojas de 1,99. Do ponto de vista ambiental, gastamos pouca energia e praticamente 0 poluentes, portanto, creio que as pessoas que apostem no uso de pet tem muito a ganhar, e o ambiente também!

Considerações finais: Creio que o uso de pet para fazer um saxofone inteiro seja muito problemático, pois há distorções no tubo (furação, camadas que formam pequenos degraus, durex que deforma) e problemas de densidade, sendo que o último creio que possa ser superado pela aplicação de várias camadas. Entendo que um sax que use pet como uma parte de seu componente (nas notas da mão esquerda, as mais agudas, ou ainda perto do tudel) tenha mais chances de sucesso. Creio que a única exceção de fazer um sax inteiro de pet seja no caso do soprillo, pois seu tamanho diminuto creio que possa vencer as questões de densidade (ou ainda um xaphoon). Entendo que um sax por partes (tudel de pet, corpo de outro material mais denso) seja algo a ser bem considerado. 

OBS: esse sax foi o que levei no Psicodália 2012/2013, onde ministrei uma oficina.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Saxofone soprano de papel em si e saxofone soprano quadrado em lá - considerações, projeto, como fazer, etc

Olá macacada que aparece aqui para ler minhas esquisitices, blz?
Então, hoje colocarei algumas considerações sobre 2 instrumentos que fiz e aparecem no vídeo abaixo, o saxofone soprano de papel em si e o saxofone soprano quadrado em lá:

De onde veio a ideia do sax de papel:

Minha comparsa faz, já a alguns anos, umas esculturas com garrafa pet e papel colado com cola de farinha, que não é o famoso machê, mas, sim, uma forma/técnica chamada papietagem, que é colar papel picotado em camadas, de forma a cada papel picado ser colado para travar o próximo, por exemplo, você cola um na longitudinal, cole outro por cima na vertical, diagonal, e assim vai indo. Aprendi com ela, e, da mesma forma que ela, uso para grudar o papel a cola caseira de farinha (em geral, farinha vencida, e sempre misturamos na massa, no final, um pouco de limão ou vinagre, para não ter problemas com fungos).
Já tinha usado tal técnica para fazer meu didgeridoo de papelão (video: https://www.youtube.com/watch?v=CsTyafsYWAY) , onde colei um cone de plastico num tubo de papelão com essa técnica, mas, ainda não tinha pensado em usar em um sax, pois, em testes com papelão o resultado não tinha sido muito bom. Bom, a ideia ocorreu de uma falha de outra ideia, esta sugerida por um amigo de meu pai, o mecânico Montovani, que disse-me para fazer um cone de papel para servir de molde para um sax de fibra de vidro ou gesso. Como estava eu de saco cheio dos problemas de afinação causados pelos diferentes diâmetros do pvc, resolvi tentar, afinal, poderia usar outra coisa sem ser o gesso ou fibra de vidro, algum reciclado para todos poderem se apropriar com custo baixo.
Ao fazer o molde com a papietagem, a coisa não saiu tão bem, pois uma seção saiu mais quadrada (perto da boquilha, as notas da mão esquerda, no caso, fá, sol, lá e si), ou seja, o molde tinha se perdido, mas, ficou tão duro o molde, que resolvi testar com a boquilha, e, vualá, um si bonito e bem projetado! Dai "meti o loco" com um ferro em brasa para abrir os furos, e veio todas as notas. Claro que furei em alguns pontos errados, mas, usando a técnica de papietagem, concertei :D No fim, tinha um instrumento de papel, com um som que era bonito e doce, e, ao mesmo tempo, leve, alcançando 12 notas (8 da primeira oitava mais 4 agudos, isto sem contar os acidentes usando o dedilhado forquilha e os meio-furo).

Do sax de papel ao sax quadrado!

Feito o sax de papel, me veio a questão "será possível um sax inteiro quadrado?". Essa questão surgiu do sucesso do sax de papel com o tubo na área dos agudos quadrado. Sabia já que o sax tem ondas que se comportam de forma similar à flauta, e ai lembre das flautas quadradas ( vide http://www.lazarsearlymusic.com/Paetzold-Recorders/paetzold_recorders.htm e http://www.dolmetsch.com/millennium.htm ), elas oitavam, e são quadradas, bem como o square serpent (vide: http://www.serpentwebsite.com/SQPT_concept.htm ) me animou muito em fazer o teste, afinal, se não desse certo, poderia tentar um desses 2 instrumentos. Como me divirto muito testando, testei, e saiu essa coisa, toda quadrada, soltando um Sol# alto, que logo foi domado com uma serra de cano para um La bonitinho!
Para fazer este instrumento, usei uma placa de fibra de vidro, no caso, as sobras do gavetolão (vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=VAa6a-s8dj4 ), mas, houve problemas, pois, ao cortar a placa com uma tesoura, ela  rachou em alguns pontos, por isso, tive de unir as partes com fita isolante, e, ao terminar de cortar os 4 triângulos, tive ainda de de uni-los, e para tal me usei de fita durex transparente, pois era o que eu tinha na hora, ocasionando, após o Si, um crescimento irregular do tubo, o que faz apitar muito a nota lá, mas, ainda sim, funciona. A estética ficou fodida, mas, ainda sim, é bem usável!

Medidas do sax soprano quadrado em lá:

As medidas dos dois sax são parecidas, portanto, postarei a do sax em Lá, e, quem quiser fazer em Si ou Sib, diminui um pouco, tipo, faz uns centímetros além do furo de Si.




Tudel: 5cm para fora do instrumento + 2 cm para dentro (usei uma mangueira de 10mm de diâmetro
Diâmetro inicial do sax (sem ser o tudel): 15mm
Diâmetro final do sax: 50mm
Comprimento: 50cm

Furos (contando do diâmetro maior até o menor):

Si - 14,5cm
Do- 19,5cm
Re- 22,5cm
Mi- 27 cm
Fa- 32cm
Sol-35,4
La- 38,5cm
Furo da oitava:46,8cm

A seguir, uma imagem bonitinha, para vocês distribuírem a vontade (só que não):





Sobre as chaves deste sax:

Neste sax uso 1 chave aberta (podes conferir mais escritos em http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/como-fazer-chaves-de-pvc-para-sua.html ) e uma chave fechada na nota da oitava. Já tinha feito um modelo de chave para a oitava num outro sax (vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=33gjJ-U6IC8), mas, essa era aberta. A chave fechada usa uma base (no caso, usei uma rolha cortada), uma placa de plástico rígido, EVA para vedar e elástico de dinheiro para servir de mola. Abaixo, um pequeno esquema, para os pobres leitores entenderem melhor:






Quanto custou todo esse sax?

Como eu já tinha ferramentas (tesoura, faca, chave de fenda para ser aquecida e abrir os furos) e matéria-prima (EVA, cola quente, durex, placa de fibra de vidro, serra de pvc, elástico), saiu praticamente de graça!
Supondo que alguém fará o instrumento do 0, creio que sairia uns R$10,00 no máximo, pois teria de adquirir durex larga, tesoura (pode ser a mais vagabunda de 1,99), cola quente (em loja de 1,99 custa aproximadamente R$1,00 o bastão, e 1 bastão é o suficiente), EVA (R$1,00 em papelaria), serra de cano, elástico de dinheiro. A placa de fibra de vidro que usei pode ser substituida por qualquer material que seja rígido e liso, e que de para furar.


Nota sobre a inediticidade do sax de papel e quadrado:

De início, me achei inovador quanto ao sax quadrado e não inovador no sax de papel, mas, após pesquisas, com os 2 bixinhos prontos, descobri esse link (http://windworld.com/bart/invented-instruments/winds-wooden-saxophones/), onde um cidadão norte-americano já fez um sax quadrado de madeira (com um som e visual lindo), porém, não posta como fez ou porque fez tal. Também achei uma foto de um sax quadrado de madeira já em curva, nesse link (https://www.flickr.com/photos/dorsetdriftwood/2428579310/in/photostream/), porém, não tem o som, e me parece bem grosso o diâmetro perto da boquilha, fora o seu criador ainda não ter me respondido quanto ao som.
Quanto ao sax de papel, encontrei só um vídeo na internet sobre tal, mas, por ser uma imagem escura, e pelo tocador não usar as 2 mãos, me parece mais um tipo de kazoo: https://www.youtube.com/watch?v=4UW0n8uT4KA

É de fato um sax? Por uma definição bem aprofundada do que é um saxofone!

Talvez esta pergunta seja a mais matadora, pois a definição do senso comum para saxofone seja "instrumento de metal que lembra o formato de um caximbo", e, para os menos leigos, seja "instrumento cônico de palheta simples, com sistema de chaves, que possui no mínimo 2 oitavas".
Bom, esse instrumento, o sax quadrado, possui 15 notas, ou seja, são quase 2 oitavas, mas, não é cônico, é triangular em seu crescimento, e sua boca é quadrada (veja um triângulo de 4 lados visto por todos os lados), porém, ele tem um início (tudel) menor que o fim (campana), bem como cresce do começo ao fim de forma progressiva (isto é, seu crescimento de diâmetro é gradual, sem mudanças bruscas, como, por exemplo, o tubo do clarinete, que no fim vira uma campana bem aberta). As notas que são afetadas pela chave de registro oitavam (as notas la, si, do, ré e mi continuam sendo elas mesmas, porém, mais agudas), e os efeitos de vocalização (frulatto) são possíveis. O sistema de chave pode ser feito para ele, e aprova disso é que eu fiz 2 chaves para meu sax, uma para o registro, e outra para a nota si, mas, nada impede de pessoas fazerem mais chaves abertas e fechadas e fazerem seus próprios sistemas.
Sendo assim, lanço minha definição para saxofone, mais aprofundada e ampla: saxofone é um instrumento de palheta simples em que seu início é menor em diâmetro que seu fim, e seu diâmetro cresce de forma progressiva; tendo notas que oitavam.


Considerações sobre o projeto e a inovação deste:

Como eu tinha escrito anteriormente, o saxofone de pvc é um instrumento que tem problemas para afinar em virtude do diâmetro do pvc ser limitado. Com esse projeto, creio que consegui superar tais limitações, porém sem sair do trabalho com materiais reciclados, e, ainda, lanço a possibilidade de pessoas pobres feito eu terem/fazerem um instrumento musical bacana e mais completo que o sax de pvc, se apropriando de uma tecnologia e de um conhecimento, no caso, da confecção de instrumentos, do lidar com reciclado e do tocar.
Entendo que este projeto é muito inovador, pois qualquer um com dedicação pode faze-lo, seja de papel, plastico ou metal, com ou sem chaves, e assim não precisa desembolsar dinheiro para comprar o de fábrica.
Claro que o sax de fábrica terá ainda algumas vantagens iniciais (sistema de chaves pronto, timbre valorizado socialmente, o fetiche que o encobre e que o tocador pode se valer), mas, ainda sim, entendo que, com muita dedicação, um sax quadrado ou de papel, reciclado, possa atingir a qualidade sonora de um de fábrica, bastando a dedicação daquele que o faz. 



quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Indicação de artigo e pequenos comentários:TUBOS SONOROS: UMA ANÁLISE CRITICA DOS L IVROS DIDÁTICOS E DO SENSO COMUM." de OLIVEIRA E OLIVIERI

Olá macacada, blz? 

Hoje indicarei um pequeno artigo científico, mui interessante para explicar se o sax e o clarinete são instrumentos abertos ou fechados, o TUBOS SONOROS: UMA ANÁLISE CRITICA DOS LIVROS DIDÁTICOS E DO SENSO COMUM, que vocês podem acessar daqui: http://www.cienciamao.usp.br/dados/snef/_tubossonorosumaanalisecr.trabalho.pdf

O artigo ajuda nós construtores de instrumentos musicais a entender melhor o que fazemos/praticamos, e creio que ele possa ser generalizado para outros instrumentos, como as palhetas duplas e buzinas, mas, sofre um pequeno erro (o qual já cai, então, compreendo bem), que é deduzir que o tubo de pvc cilindrico, só por causa da sonoridade, é um sax. Uma pena que o artigo é de 2009, senão, alertaria os autores para possíveis correções, visto que o tubo do sax tem um ponto menor e outro maior (e logo farei uma pequena explanação quanto a tal).



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Gavetolão - Meu primeiro cordofone reciclado

Salve macacada, blz? Hoje posto sobre meu Gavetolão, um cordofone feito com uma gaveta, que tem um braço que lembra de leve um violão (pausas para os risos).





"Porque fazer um gavetolão?", deve se perguntar o leitor mais tranquilo, e digo que fiz para eu mesmo tocar, gravar e fazer minhas próprias composições no futuro, sem precisar da boa vontade de alguém que toque violão apareça e toque comigo, sem falar, claro, que a maioria das pessoas são REPRODUTORES MUSICAIS, e não CRIADORES DE MUSICA, por isso, melhor eu mesmo ter o instrumento, gravar, arrumar as faixas na magia do audacyt, e eu criar a música, sem esperar ninguém com boa vontade.

Bom, explicado os motivos egoístas pelo qual fiz, explico os motivos altruístas de porque coloco essa coisa na internet, no caso, é para mostrar a possibilidade de fazer um instrumento de cordas que me custou somente R$25,00 (sim, é só isso mesmo) para todos aqueles que querem ter algo que se aproxime do violão, mas, não tem dinheiro para comprar algo :-D

Enfim, vamos à algumas explicações, para por a mão na gaveta :-)

1 - A CAIXA DE RESSONÂNCIA

Todo instrumento de corda tem de ter uma caixa onde o som será amplificado e/ou ajude o som ser redistribuído. Isso é a chamada caixa de ressonância. O som tem de ter um lugar para entrar, e, outro para sair. No caso do gavetolão, o som para entrar é o furo no meio do tampo, e o lugar de sair é ele e o próprio tampo, que vibra e amplifica o som.
As paredes da caixa de ressonância, num violão, pelo que entendi, tem de ser mais resistentes que o tampo, vibrar menos que o tampo, assim, o som é amplificado, sai mais alto. No caso, as paredes da gaveta são mais grossas que o tampo (esse é uma placa de fibra de vidro de 2mm de espessura).
Quanto ao furo na caixa, este foi feito de forma quadrada, pois, além de ser um instrumento quadrado, me foi mais fácil ir tirando lasca por lasca, testando até ver que o volume ficou bom. A abertura também tem a largura das cordas, como pretendo incluir mais 2 futuramente, estas estarão passando em cima do furo, ai vibram e a vibração entra pelo furo de boa.
O tampo não está preso com cola, mas com fita durex transparente, pois, se algo ocorrer, posso remove-lo com facilidade.

2- O BRAÇO

Esta é a parte mais complicada do instrumento, pois o braço não pode varar de fora a fora a caixa de ressonância, pois percebi que, quando isso ocorre, o volume do som fica prejudicado. Para solucionar tal, o braço foi preso na caixa de ressonância por 2 pontos, o primeiro, na própria borda, que foi cavada de forma a encaixar o braço e o pseudo-tensor, e, num segundo ponto, outra madeira, pregada nas bordas da caixa de ressonância, segura o braço, tal como no tosco-esquema de paint abaixo:





Onde há o detalhe vermelho no tosco-esquema é as cavas, o detalhe verde é o outro pedaço de madeira, onde foi pregado a ponta do braço. É possível ver na foto abaixo a madeira na cava que falei, a madeira que segura o braço, e, claro, a fita durex transparente, que segura toscamente o tampo:




Também o braço teve de ter um "tensor", pois nos primeiros testes a primeira madeira envergou feito um berimbau. O problema foi solucionado quando pus outra madeira por baixo do braço, tal como da para ver um pouco na foto abaixo. Enquanto a madeira do braço é retangular, esta é mais quadrada, e de área menor. Entendo que essas 2 madeiras juntas fazem um efeito de triangulo, o que dificulta o braço envergar.



Quanto à outra ponta do braço, onde é segurada as cordas, tive de trabalhar com parafusos 8mm com argolas nas pontas, os pus com bucha, porém, a corda ficava muito alta em relação ao braço, então, a solução foi amarrar outras cordas em volta do braço, de forma não firme (frouxa), mas não solta, para passar as cordas por baixo das outras e dar a altura certa, como podem ver na foto abaixo. Também há 4 parafusos após este enrolado de cordas, que organizam as cordas de forma a ficar tocável, e, por fim, antes do primeiro traste há um tubo de canetinha com madeira por dentro para deixar a corda alguns poucos milímetros mais alto que os trastes:





3- TRASTES

Quanto aos trastes, do primeiro ao ultimo, há uma distância de 1 metro, a distância de cada traste é 10cm, logo, 10 trastes, dando, no total, 44 notas (40 notas dos trastes + 4 sem usa-los). Claro que muitas se repetem e há vários acidentes, mas, o que eu queria era um violão que fosse mais próximo dos conceitos de Pitágoras, então, o teorema de Pitágoras encaixa perfeitamente nessa divisão das casas. Há ainda a possibilidade de incluir mais trastes neste esquema, mas, até o momento, não me interessa muito.

4- PONTE

Quanto à ponte (onde a corda é passada de forma a ficar um pouco mais alta que o tampo) eu usei um tubo de alumínio 15mm vazado. A escolha se deu pelo simples fato de que o alumínio tem boa vibração como metal, o que poderia ajudar na transmissão da vibração das cordas ao tampo, algo que deu certo. Embaixo desta há uma pequena placa de fibra de vidro, está ali pois temi que o cavalete pudesse quebrar o tampo com o tempo, visto a tensão das cordas serem alta. Por fim, tanto as cordas quanto a ponte estão amarradas em 4 pregos ao fundo (há espaço para mais cordas, se repararem bem, a corda dó e mi estão mais distantes que sol e si, isto porque ´já fiz o instrumento com a vontade de incluir o ré agudo e lá grave).



5- CORDAS

Para as cordas, uma solução que creio ser interessante, barata e eficiente, além de durável, é as cordas de nylon de pesca. Numa pesquisa prévia, esse link me indicou que tem gente que usa cordas de pesca em violão, porém, a maioria não curte tal por causa do timbre. Como não busco timbre, mas, sim, eficiencia, fui à luta. porém, as ultimas são muito fortes e requer uma pressão que faz necessário o uso do tensor.
O IDEAL é que cada corda do instrumento tenha um diâmetro diferente, porém, não consegui comprar tantos diâmetros, então, deixo aqui escrito o que considero ideal e o que é o real:

CORDAS - IDEAL

A - 1.10
C - 1.00
E - 0.90
G - 0.80
B - 0.70
D - 0.60

CORDAS - REALIDADE

C - 0.80
E - 0.80
G - 0.80
B - 0.60

6 - E ISSO FAZ SOM, UAI?

Claro que faz, o vídeo abaixo é uma prova (ou tosco-prova), minha comparsa filmou eu testando todas as 44 notas presentes, um dia coloco mais cordas e toco algo decente. Uns colegas me disseram que o timbre lembra algo metálico, duro, outro disse que lembra um piano...sei lá se estão sendo sinceros, mas, ta ai a ideia:
 

Cata-corno google: Violão feito de gaveta, violão reciclado

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Saxofone Slide - um sax que eu nunca tinha ouvido falar

Olá macacada, tudo bem?
Bom, hoje venho falar deste sax, que descobri ontem a noite enquanto olhava a internderd para meu mais novo ultra secreto projeto!

Segundo o artigo de Paul Cohen , o saxofone slide é uma criação do pós primeira guerra mundial que não vingou na "moda", e acabou por se tornar um item raro, de colecionador.


Foto 1: vista lateral, onde é possível vislumbrar a alça da lâmina e boquilha.
Foto 2: vista de cima, lingueta acionada, é possível ver as marcações da afinação.
Fonte da imagem: http://bassic-sax.info/blog/?p=31064

Tocando com palheta similar à do sax soprano, ele não tem a nota fixa, igual à uma flauta de embolo, podendo inclusive oitavar, tendo alguns instrumentos chave de oitava. Ao contrário da flauta de embolo, ele não comprime o interior, mas, sim, tem uma lingueta na sua lateral, que, ao ser puxada para cima, abre mais e mais, dando o agudo, se empurrada, fecha e da o grave. Seu funcionamento foi aperfeiçoado, e, em 1928, chegou a ser tocado em shows, porém, não vingou.

Duas empresas fabricaram tal instrumento, a Heiffel & Husted (que detinha a patente) e Lyon and Healy (contatada pela primeira para também fabricar). A criação da Heiffel & Husted tinha gravado, ao lado da guia da lâmina, as notas, o que permitia maior controle da afinação ao instrumentista.
Uma vantagem deste instrumento, segundo o artigo de Cohen, é que é fácil de ser jogado, e vários efeitos que demorariam anos num sax comum podem ser tocados sem muita dificuldade, fora as facilidades de manutenção, afinal, não tem sapatilhas e nem sistema de chave.

Agora vem a pergunta: porque este instrumento, com tantas vantagens, não popularizou?
Segundo Cohen, o saxofone no jazz, em dado momento, ainda não tinha se popularizado (provavelmente na época do lançamento deste instrumento). Também ele tem um som um pouco mais  escuro que o sax "normal", entendo ser por causa de sua cúpula logo acima do cone.

Apesar de ser raras as gravações deste sax na época de sua fabricação, existem alguns vídeos dele na internet, apesar de ser com tocadores contemporâneos. De toda forma, creio que valha a pena assistir:



Considerações finais

Creio que daqui possamos tirar algumas lições para instrumentos musicais futuros, no caso, a lingueta parece ser um mecanismo interessante se aplicado em outros instrumentos como as flautas ou clarinete, porém, ela ficar muito a mostra pode ser um problema (ou não, se pensarmos nesse vídeo aqui).

Uma solução também pode ser o próprio instrumento abrir e fechar, tal como nesse vídeo, onde o cidadão faz um clarinete slide, ou melhor, busca o efeito de slide no clarinete, mas, abre e fecha ele como um alicate. Creio que essa solução possa ser aplicada a um sax também.

Penso que uma solução melhor quanto à lingueta aparecendo seja um sistema onde ela se enrole, creio que fica menos visível.


Referências:

COHEN, P. Vintage Saxofones Revisited - The Royal Slide Saxophone. Visualizado em 04/07/2014. Disponível em https://www.dornpub.com/SaxjPDF/slidesax.pdf
HALKE, Hellen. A Slide Sax That Didn'd Catch On. Visualizado em 04/07/2014. Disponível em http://bassic-sax.info/blog/?p=31064

Construção do sax de pvc - considerações

Este texto foi publicado hoje no fórum Cifraclub. Entendo que ele seja o mais avançado até  agora quanto a construção deste instrumento, então, deixo ele para os possíveis leitores deste ponto fétido:

Olá a todxs!
Primeiramente, é uma pena que eu não tenha achado esse tópico nos anos anteriores, em verdade, me cadastrei aqui no cifraclub só por causa dele...enfim, vamos ao trabalho.

Fazer um sax de pvc não é complicado, só requer um pouco de paciência, além de, claro, ter as ferramentas necessárias, como afinador, serra, faca, lixa, fita durex, durepox, cola quente, pvc de diferentes diâmetros e comprimentos, cone (se possível).

Caso queira criar o sax inteiro, incluso a boquilha, podes fazer de 2 formas, a primeira, cortando um pvc 15mm de forma a ficar uma pequena rampa onde irá a boquilha (tal como no xaphonn, como podem ver nesse link: http://xaphoon.easystorecreator.net/images/Black_Pocket_Sax_on_its_bac k_-_reed_and_cap_7x10_72_dpi.jpg ), ou, caso queiram de forma a se aproximar a uma boquilha mais típica, recomendo esse vídeo: www.youtube.com/watch?v=j8_nlifaOGo
Em geral, eu amarro a boquilha com barbante mesmo, pois ai posso ajustar a abertura a meu gosto. Também é importante que, se você fizer a boquilha, fazer uma pequena raspagem na ponta, de forma a ter um pequeno desnível, 1 ou 2 mm, para a palheta vibrar. Recomendo ir fazendo e testado, até o resultado agradar. Quanto maior o comprimento da boquilha, mais grave, quanto menor, mais agudo, e, para o diâmetro,idem.

Para a criação do corpo do instrumento, entendo ser importante começar pelo tuddel (ou creio ser o tudel), a região onde a boquilha irá. Eu uso uma mangueira com aproximadamente 10mm de diâmetro com 1cm ou menos de comprimento, deixando metade para a boquilha, a outra metade para ser fixada no instrumento. Em geral uso cola quente para fixar, mas, durex branca pode ser também.

Para as próximas partes do instrumento entendo que seja importante entender um pouco sobre o conceito de cone do instrumento. Ele (o cone) que faz o sax ter um padrão de notas par (ou seja,ele oitava quando aciona o registro agudo), se for cilíndrico, terá um padrão ímpar, tal como o clarinete (que joga as notas em quintas ou sétimas). É importante se atentar que o cone não pode ser uma abertura radical, quero dizer, o cone do sax tem de ser suave, progressivo, isso permite ele oitavar, se for muito aberto, não oitavará.

Como faremos com pvc, o cone se dará pela maior quantidade de diâmetros possíveis, de forma crescente. Após o tudel, será um pvc de 15mm de diâmetro, não direi uma medida fixa, porém, recomendo que vá testando o som, tentando fugir do timbre do clarinete e se aproximando do sax. Quando for passar para o próximo cano (20mm), veja a afinação, por exemplo, se der Sib, podemos, um pouco antes, fazer o furo da nota Si ou Dó. Para fazer o furo, recomendo que faça ele pequeno, e vá testando a nota, até ela chegar na afinação desejada. Caso ultrapasse a afinação, recomendo fechar um pouco do furo com cola quente ou durepox.

Quanto aos outros segmentos do instrumento, creio que o escrito acima vale, mas, deve se atentar que, se cada furo for em diâmetro diferente, a afinação na segunda oitava será melhor. Claro que nem sempre é possível (falta de material, por ex)|, mas, se fizer a primeira oitava certa (digamos, 2 notas no mesmo tubo), na oitava aguda poderá sair uma delas desafinada.

Para unir cada tubo, recomendo durex, pois, caso tenha de retirar, fica mais fácil. Quando entender que o instrumento está completo, podes unir com uma cola de pvc ou cola quente. Também recomendo lixar bem onde cortar e furar, para não haver raspas que possam xiar o som.

Como alguns furos serão muito largos (principalmente nas notas grave), bem como a distância entre cada nota se tornar alta nas notas mais graves, chaves são recomendadas. Claro que chaves como as de um sax convencional serão mais difíceis de fazer, mas, nada impede. Como eu opto por simplicidade e materiais de fácil acesso, recomendo esse pequeno projeto, inspirado naquelas flautas medievais com uma ou duas chaves mais: http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2014/04/youtube-chave-reciclada-p ara-flauta-de.html
Esse projeto de chave busca ser o mais simples possível, sem as torres como num sax de fabrica, tendo, no lugar, uma área plana de durepox para a chave vedar melhor. Claro que, se a pessoa tiver imaginação, pode criar chaves fechadas (para os meio tons) e chaves que fecham as outras simultaneamente, não vejo limites, talvez só a estética.

Quanto ao fim do instrumento, podemos optar por fazer um sino, ou seja, aumentar um pouco mais o diâmetro para projetar melhor a ultima nota. Um cone ou um pvc com o diâmetro aumentado no fogo pode ser usado.

Por fim, deixo o aviso de que o negócio é ir testando, o primeiro não sai bom, o segundo mais ou menos, o terceiro melhor, o quarto da para fazer um som da hora, e assim vai indo.
Caso tenham dúvidas, podem me escrever.
Caso queiram mais leituras, segue os links abaixo.

http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/03/algumas-medidas-de-diametros-de.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/02/pequeno-texto-sobre-criacao-de-meu.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/como-fazer-chaves-de-pvc-para-sua.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/projeto-do-meu-terceiro-prototipo-de.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/link-de-um-plano-de-como-fazer-um.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/possibilidades-musicais-para-vuvuzela.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/02/como-fazer-saxofone-atraves-de-uma.html 

Vídeos mais didáticos que os meus: Alessandro Galdino:

http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2014/01/alessandro-galdino-e-seu-sax-soprano-de.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2014/03/alessandro-galdino-ensina-como-fazer.html

Erik Nugent e seu Didgeridoo com chaves

Olá Macacada!
Eis que, pesquisando para meu projeto secreto mais recente, encontro algo que me fez lembrar as conversas da oficina de didgeridoo no Psicodália 2011, no caso, se um didgeridoo tivesse um sistema que muda-se as notas, onde os participantes da oficina pensavam mais em um sistema rolante (no estilo de um trombone de vara).
Eis que, passado um tempo, me deparo com esse vídeo, mostrando que um didgeridoo com notas cromáticas é possível, no caso, usando chaves, tal como o sistema bohem ou albert:

Claro que fui pego de surpresa, eu mesmo não tinha pensado na possibilidade de um projeto tão bacana, apesar de já ter visto os projetos das Squares Wood Serpents (caso queira saber mais sobre a construção deste instrumento dos metais (agora portado para madeira, e, ainda, quadrado, clique aqui e aqui).

Caso queiram saber mais sobre a figura que fez o didgeridoo chaveado, segue o link: http://nununugent.com/nununugent/Home.html


Ps: no site tem um álbum de musicas do Erik, muito interessante :D

segunda-feira, 30 de junho de 2014

"Notebooks" caseiros (lesktop - uma revisão do que achei na net)

Olá macacada, tudo bem? Digitei este texto à pouco, espero que gostem/tenha serventia à alguém. Divirtam-se :D

Introdução

A temática notebook caseiro sempre me instigou, visto que nunca tive um notebook e sempre quis algum pc portátil para poder levar meus textos, digitar, aproveitar a net de locais públicos, etc.
Em minhas pesquisas, pelo ano de 2009, encontrei algumas coisas, como o notebook caseiro do Krovax (que infelizmente não salvei nada além da memória dele em meus neurônios, uma pena, pois ele descrevia até a retirada da tampa do lcd normal para colocar numa maleta de ferramentas. Infelizmente já foi retirado da net). Agora, neste 2014, voltei a pesquisar sobre tal, mais por curiosidade do que por vontade de fazer (afinal, nunca me sobrou um desktop para fazer isso, e nem $ para um monitor), e acabei encontrando mais informações que antes :D
Recomendo aos curiosas/os que desejem fazer a coisa, que salvem no HD (ou pendrive, DVD, CD, impresso, talhado na pedra, etc), pois a informação na internet é mui volátil, várias coisas boas se vão (ah, minha doce pirataria, porque você tem memória curta, só gosta dos filmes mais babados do momento), e, em outros, os ruins permanecem...enfim, ta ai.



Justificativa


Antes de entrar nas referências, as justificativas aos caxias é de que um aparelho desses poderia ser usado em locais de pouco espaço, carros, e, porque não, ser portátil mesmo? Penso na ideia de estudantes pobres o levarem para pontos de acesso livre e poderem estudar, pessoas trabalharem online em locais como bibliotecas, porque não? Claro que tem desvantagens, como o peso, não é tão fino e portátil assim, fora as questões de ter de obter um dispositivo usb para wi-fi, não tem bateria, não pode receber pancadas por causa da pickup do hd (caso não saibam sobre o funcionamento do hd, clique aqui), mas, ainda sim, creio que são alguns problemas que podem ser superados, e explanarei sobre eles no final deste texto.

As referências que achei surfando radicalmente na net:

A primeira foi essa aqui, do Blog do Caipira, um post em que o autor coloca as peças de um desktop dentro de uma caixa de madeira, incluindo a tela lcd. Achei que ficou bom, pois ele colocou um tampo para proteger as peças. Algo que peca, no entanto, é a falta do processo de montagem, o passo a passo. Um ponto positivo também é que ele não desmonta a fonte, o que ocupa mais espaço, porém, é maior a segurança. O link da coisa: http://www.blogdocaipira.com/2009/02/da-serie-faca-voce-mesmo/comment-page-1/#comment-36413 .

A segunda referência é o blog de Daniel Spalding, em inglês, que também mostra um pc dentro de uma caixa, no caso, uma maleta de plástico e metal. Ele não inova em relação ao nosso brasileiro acima. O link: http://www.danielspalding.com/2009/01/the-poor-mans-netbook.html

Este link ( http://cybervida.com.br/notebook-feito-em-casa ) é uma reprodução de uma noticia, de um chines que fez seu notebook com madeira. Mostra um pouco do processo de fabricação com madeiras e ele retira a tampa da fonte, mas, nada mais detalhado.


Nesta postagem se mostra o poder de um "lesktop" para jogos, ou seja, mui poderoso e relativamente portátil, mas, ainda há problemas, no caso, não tem proteção para as peças, e o teclado, nas fotos, fica ainda por cima delas. Um perigo se quebrar alguma: http://pt.wikinoticia.com/Tecnologia/Gadgets/132970-o-mais-curioso-universo-aparelhos-vii



Nossa próxima referência é um vídeo, no caso, de Guilherme Oliveira, que monta o computador em uma caixa de papelão. Confesso que não vi o vídeo inteiro (que qualidade horrorosa, mas, ainda sim, se não tem $ para câmera boa, vai a ruim mesmo ), mas, entendo que, por ser de papelão, abrir furos para saídas seja bem mais facil, rs. Existe o problema da fragilidade, e, uma gota de água = merda. O link: https://www.youtube.com/watch?v=bQqFkpnGB0o

Por fim, o que achei mais divertido, e mais atual também, o de Robson Sato, que faz o "lesktop" (fusão da palavra "desktop" com o "l" de "laptop") em um vídeoke! Sim, esse é o mais engraçado, a imagem é boa, e ainda tem um passo a passo de como fazer a coisa. As vantagens são que ele reaproveitou uma carcaça que poderia ir para o lixo (a do videoke), fez tudo tampado, ensinou a desmontar a fonte, porém, nem ele (e me parece que ninguém) desmontou a tela para economizar espaço. O link da criação se encontra aqui: https://www.youtube.com/watch?v=bQqFkpnGB0o


Considerações sobre tudo o que foi visto:

Creio que algumas lições possam ser retiradas quanto ao que foi visto. A primeira que um notebook feito com peças de desktop é mais poderoso, mas nunca mais portátil. Porém, tem sim sua portabilidade,menor, claro, mas tem.

A ventilação é algo bem preocupante, e o projeto do Robson Sato é o que mais se preocupa com ela. Creio que furos extras no gabinete, nem que sejam furos pequenos feitos por máquina de furar seria o melhor para ajudar, além de, claro um cooler extra se possível.
Alguns projetos tem proteção para as peças, isso é desejável, pois choques e pancadas podem ferrar o "lesktop", mas, esta deve estar furada, para ventilar melhor. Talvez furada feito uma peneira seja o melhor.

Quanto à bateria, nenhum se propõe à resolver esse problema, e aqui não tenho propostas.

Relativo ao gabinete onde ele vai ficar, creio que madeira seja o melhor, preferencialmente toda furada para a ventilação. Os projetos do Blog do Caipira e o leskbook de madeira chinês são os melhores, e creio nisso por ser um material barato. Claro que pode ficar mais pesado (mesmo usando madeirite), mas, é melhor ter segurança. O plástico não é tão resistente, mas, ainda pode ser bom, também furadinho. O metal não recomendo, pois qualquer erro pode dar um curto circuito, fora choques no usuári@
.

Quanto ao problema do HD, que apontei lá no inicio, considero ele crítico, pois qualquer pancada mais forte pode fazer um badblock (basta pensar que, se você levar o lesktop numa mochila e tomar um tropeção e cair será = a um badblock), então a minha sugestão é substituir o HD IDE ou SATA por SDD. Claro que nem todo mundo tem $ para HD SDD, então, creio que o melhor seja memórias flash SD para acumular dados (acha-se de até 32gb facilmente nas casas do ramo), pendrive para a swap, pendrive para o sistema operacional (recomendo o  linux mint instalado definitivamente, principalmente se for uma versão lts. Pode mandar instalar normalmente que roda bem. Quanto ao Windows, esse nunca instalei em pedrive).

 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

[youtube] Chave reciclada para flauta de pvc e outros instrumentos de sopro - protótipo 2

Olá Macacada, tudo bem?
Hoje vou postar um vídeo aqui e explicações de como fazer a chave reciclada para flautas de pvc.
Já tinha o feito em outra postagem (aqui), mas, creio que essa idéia é melhor, mais fácil e com menos disperdício de material, então, espero que curtam.

1- porque chaves de pvc para a flauta?

R: as chaves são necessárias em virtude das flautas maiores que a soprano terem furos cada vez mais distantes, dificultando o dedilhado. Em flautas como a alto, por exemplo, os furos das notas dó, ré e mi são dificeis de serem tapados com a mão humana, então, a chave serve para isso, para fechar um furo onde o dedo não alcança

2- como fazer a chave?
 R: A) faça o furo e deixe ele afinado de forma mais aguda, entrando num sustenido, por exemplo, se quero mi, ele vai entrar como um mi desafinado, mais agudo, quase um semitom. O motivo é que a chave vai dar o resto da afinação.

B) depois do furo pronto, faça uma base plana ao redor do furo com durepox, isso ajuda na vedação.

C) use um pedaço de régua ou algo plano que de o comprimento entre o furo e o dedo. Cole o EVA na parte de baixo, será a vedação.

D) fixe a chave com EVA repuxando ela de forma a ficar levantada, e numa abertura o suficiente para a nota ficar afinada. Teste antes de colar a abertura da chave e o tom que apresenta.

E) após colado tudo, se der problemas de vazamento de ar, recomendo que cole um eva naquela base da chave, feito de durepox, sendo que, no meio, ele deve apresentar um furo  do mesmo tamanho que a nota. Recomendo colar primeiro e furar depois com um ferro quente ou estilete (usei ferro quente).


Creio, após essa leitura, o vídeo explica mais minha idéia:



Cata-corno Google: Chave de pvc para flauta de pvc, Chave de pvc para flauta caseira, Flauta caseira com chave, flauta de pvc em ré alto com chave em EVA, E.V.A. , Chave caseira de Durepox cola quente e EVA

quinta-feira, 10 de abril de 2014

[youtube] Saxofone soprano de pvc em Si

Olá macacada! Após tanto tempo sem postar um vídeo meu, venho aqui com um novo, para o deleite (ou não) da maioria. No caso, é mais uma tentativa de saxofone de pvc, em si.


A quem quiser aprender a fazer, recomendo os links abaixo:

http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/03/algumas-medidas-de-diametros-de.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/02/pequeno-texto-sobre-criacao-de-meu.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/como-fazer-chaves-de-pvc-para-sua.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/projeto-do-meu-terceiro-prototipo-de.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/link-de-um-plano-de-como-fazer-um.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/01/possibilidades-musicais-para-vuvuzela.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2012/02/como-fazer-saxofone-atraves-de-uma.html 

Vídeos mais didáticos que os meus: Alessandro Galdino:

http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2014/01/alessandro-galdino-e-seu-sax-soprano-de.html
http://silviofeitosa.blogspot.com.br/2014/03/alessandro-galdino-ensina-como-fazer.html

Cata-corno Google: Saxofone de pvc, Vídeo de Saxofone de pvc, Saxofone Soprano de de pvc, Pvc Pipe Sax Soprano Si, Saxofone soprano de pvc em si com chave caseira. 

terça-feira, 8 de abril de 2014

[youtube] Fear of the Dark na harpa

Olá macacada!

Esse vídeo eu ja conhecia à algum tempo, mas, não sei porque, nunca coloquei ele aqui no brog. Como o brog é para eu expor o que eu curto, o que me diverte e tudo mais, ta ai o video:





Algo que achei bem bacana é o cross-over, a junção de estilo no instrumento, e, porque não, sincretismo/hibridismo cultural?
Uma dica, caros músicos e artistas, percam suas vergonhas quanto à instrumentos e estilos, misturem, testem, e, mais que isso, postem, para que todos divirtam-se, da mesma forma que nos divertimos com o vídeo acima :-)

[youtube] Curta "El Empleo"

Olá Macacada, tudo bem?

Hoje venho mostrar esse vídeo bem bacana, um curta chamado El Empleo, que, segundo o site da Uol (clique aqui para ver), recebeu diversas premiações.

O filme em si é bacana, a arte bem feita (no meu julgamento para o estilo que está/ficou), e critica como as pessoas são coisificadas nas relações de emprego. Coisas viram pessoas, pessoas viram coisas...isso lembra Marx...cipá o cara que teve a idéia, o Patricio Plaza, deve ter lido...quem sabe? Se algum leitor que por um descuido cair neste ponto fétido da internerd, e souber mais informações, favor comentar.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dica de jogo online - Super Mario Crossover

E ai macacada, blz?
Ando meio sumido, por causa da facul, mas, posto aqui um joguinho bem bacana que achei a um tempo ja na net...o SuperMario Crossover!


Você, caro leitor, deve estar pensando "wtf? quer merda é essa?" ...bom, é, basicamente, o jogo Super Mario Bros, com suas fases, passagens secretas e tudos, com a diferença que você pode escolher o personagem, no caso, entre Mario, MegaMan, Link, Bill R., Simon e Samus, cada um com um tipo de habilidade (tirando o Mario, que num tem habilidade porra nenhuma, rs).


Curti muito jogar este joguinho, recomendo!


Link para a jogatina: http://www.funny-base.com/games/super-mario-crossover.html


Comandos para a jogatina:


Z = pulo
X= ataque
1 = pause
Para mover o personagem, use as setas do teclado.


Boa jogatina macacada :-)

[youtube] Canal Nostalgia

Salve galera que visualiza este ponto fétido da internerd, venho aqui mostrar um dos canais que me fez rir litros, o Canal Nostalgia.
Como alguns conhecidos meus sabem, sou um cara que curte coisas relacionadas a games, informática, mangas e hqs (seria eu um geek? Nerd? Sei lá...).



Isso me fez rir muito

sábado, 5 de abril de 2014

[Youtube video] Ocarina de garrafa pet - petarina

Olá macacada, tudo bem?

Venho aqui neste ponto fétido da internerd compartilhar este pequeno vídeo sobre como fazer uma ocarina de garrafa pet, a petarina como é chamado no dito video.
Acho uma idéia bacana, ainda irei testar/fazer, mas, fica a dica e a divulgação, bem como os parabéns aos autores.





quinta-feira, 20 de março de 2014

Alessandro Galdino ensina a como fazer uma boquilha de sax soprano

--> Olá a todos e a todas que acessam este ponto fétido da net, blz?Esse cara me surpreende neste segundo vídeo, ensinando a como fazer uma boquilha de sax em pvc, algo que eu já conseguia, porém, nunca tinha tempo de filmar e ensinar.
Uma pena que, no final do vídeo, ele desvaloriza seu trabalho ao falar que o correto é comprar uma boquilha de fabrica, um erro de quem não sabe sobre o fetichismo da mercadoria em Karl Marx, porém, tal erro não desvaloriza o trabalho e a divulgação deste.
Ademais, uma dica que posso dizer aqui, por experiência própria, é que diminuir o interior da boquilha com durepox faz priorizar os graves. É interessante a pesquisa por boquilhas com rampa e sem rampa.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Alessandro Galdino e seu sax soprano de pvc

Olá macacada, primeiramente, a quem acessa este fétido ponto da internerd, infelizmente, para vosso azar, voltei a postar :D, e hoje venho falar de Alessandro Galdino e seu sax de pvc, no caso, o primeiro vídeo onde ele toca e o segundo onde ele explica como fazer:








Bom, quanto ao ultimo vídeo, a algo bem inovador, que é é ele explicar como fazer a boquilha, algo que, apesar de eu saber, nunca fiquei satisfeito com os resultados a ponto de dar maiores explicações.
Relativo as partes, isto é, de quantas partes o instrumento é composto e o som que elas ajudam a compor, não curti tanto, visto que ele não parece se aproximar tanto assim do "cone" que o sax busca ser...atinge, mas de forma relativa, é como um cilindro um pouco mais aberto, apesar do final com o "sino".
Também notei que o dedilhado ficou meio incomum, usando o dedão direito e dedo mindinho esquerdo, mas, nada que adaptação não ajude.
Enfim, espero que esse camarada continue sua caminhada no mundo da musica, e não pense que não sabe tocar, pois o aprender é diário.